eLearning e Inteligência Artificial (1)

eLearning e Inteligência Artificial (1)

eLearning e Inteligência Artificial (1)

Quando no longínquo ano de 1998 começámos a desenhar e construir as bases da Plataforma NetForma Da Vinci Web 4.0 e Modelo Pedagógico e Andragógico SAFEM-D (Sistema Aberto de Formação e Educação Multimédia a Distância), já a Inteligência Artificial estava no nosso horizonte, obviamente, circunscrita aos conhecimentos da época, razão pela qual passou a ser a única plataforma (LMS) do mundo a medir com elevado rigor os Estilo de Aprendizagem, a Inteligência Emocional, as Inteligências Múltiplas e a Personalidade.

Para ter suporte científico, todos os estudos realizados ainda na década de 80, no Instituto de Formação Bancária e Instituto Superior de Gestão Bancária, bem como os realizados no Projeto DISLOGO da Universidade Católica Portuguesa, no âmbito do Ensino a Distância, foram integrados na Tese de Doutoramento do investigador António Augusto Fernandes, autor da Plataforma Netforma, bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Mais tarde, a mesma plataforma viria a ser utilizada em 53 Teses de Mestrado, em mais duas de Doutoramento e em uma de Pós-Doutoramento, ou seja, o indispensável ciclo de investigação na orla das Ciências da Educação estava iniciado.

É evidente que nem em 1998, quando foi criada conceptualmente, nem em 2000, quando foi concluída a sua programação, a ciência que estuda os algoritmos não estava suficientemente desenvolvida para dar à Plataforma NetForma aquilo que o seu autor já tinha concebido, como seria uma tutoria online capaz de substituir o tutor humano, através de um gigantesco e ágil sistema de FAQ (questões mais frequentes), que permitisse à máquina responder como se fosse uma pessoa. Ainda tentámos construir o algoritmo, mas não tivemos o engenho e a arte para o realizar de forma eficaz, portanto, mantivemos a tutoria operacional e a técnico pedagógica, mas realizada por seres humanos.

No entanto, desde a primeira hora, conseguimos criar e integrar na Plataforma NetForma o algoritmo estatístico-matemático que gere um complexo, mas muito eficiente Sistema de Avaliação. À luz dos conhecimentos científicos de hoje, esta será a primeira Plataforma de eLearning, bLearning e mLearning a beneficiar da Inteligência Artificial no núcleo central do seu funcionamento. Nunca diremos o 1º LMS (Learning Management System), porque sempre fugimos à lógica daquilo que se convencionou chamar: Sistema de Gestão da Aprendizagem, embora na gíria sejam verdadeiros Sistemas de Gestão de Conteúdos, que como sabemos, podem ser conceitos complementares, mas muito diferentes. Por essa razão, a NetForma sempre foi por nós considerada uma Escola Virtual, que possui todos os subsistemas de uma Escola: aulas teóricas, aulas práticas, secretaria, placar, biblioteca, salas de estudo (comunidades), bar, quiosque, etc.

Para que possamos fazer a ponte para os atuais conhecimentos do eLearning e da aprendizagem com base na Inteligência Artificial, de que este será o primeiro artigo, vamos apresentar um estudo realizado em 2013, que representa o saber acumulado ao longo de 13 anos, para que depois possamos escalpelizar todo o conhecimento do cérebro humano na lógica das Neurociências e Psicofisiologia, bem como das diferentes áreas da Psicologia, em especial, as que estudam os múltiplos tipos de inteligência cognitiva e emocional, em especial, os legados da Psicologia Diferencial, Psicometria e Psicologia do Desenvolvimento, tanto numa ótica cognitivista como comportamental. Esta viagem vai permitir-nos chegar à Inteligência Artificial, entre outras análises, fazendo a comparação funcional do cérebro humano e dos neurónios com o computador, passando pelas válvulas, transístores e circuitos integrados, sem esquecer a programação em linguagem máquina e noutras modalidades, comparando ainda o funcionamento neuronal, o núcleo e as sinapses com o CPU dos diferentes equipamentos inteligentes, ou o hipocampo e as memórias a curto e longo prazo com a ROM e RAM; em suma, estruturas onde os investigadores se devem apoiar para gerar a versão artificial.

Vamos ler o ensaio que escrevemos em 2013, para compreendermos com está o atual “estado da arte”.

Lisboa, 1 de agosto de 2019
António Augusto Fernandes, Ph. D.

Link para o artigo: Aprendizagem através da Tecnologia

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